Dra. Lilian Guimarães – Mastologista em Manaus – AM

Receber a informação de que existe a possibilidade de estar com câncer de mama é um daqueles momentos em que o corpo parece congelar.

É comum sentir medo, confusão e uma urgência enorme por respostas.

Mas existe algo que eu sempre digo no consultório: informação confiável, em mãos certas, devolve o chão.

 

Qual médico cuida de câncer de mama?

O especialista responsável por investigar, diagnosticar e tratar câncer da mama é o mastologista. É esse profissional que acompanha desde a prevenção e o rastreamento, até o diagnóstico, a cirurgia e o seguimento após o tratamento.

médica especialista em câncer de mama
Dra Lilian Guimarães:
mastologia clínica e cirúrgica



Eu sou a Dra. Lilian Guimarães, médica mastologista. Sou formada em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Realizei minhas residências em Ginecologia e Obstetrícia e em Mastologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um dos maiores centros de referência em saúde da mulher da América Latina. Sou mestre em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Tenho mais de 15 anos de atuação em mastologia clínica e cirúrgica, tratando doenças benignas e malignas. Acredito em um cuidado que vai além dos exames, que exerça escuta atenta e tempo dedicado. Minha consulta é um espaço de acolhimento frente ao medo e a ansiedade; é local onde cada mulher é ouvida com calma e cuidada de forma completa — corpo, mente e história.

Atendo presencialmente em Manaus (AM) e, através de telemedicina, pacientes falantes da língua portuguesa ao redor de todo o mundo.

 

Quando você busca um médico para tratar a mama, é importante escolher alguém com experiência, formação sólida e compromisso com o paciente. A Dra. Lilian Guimarães reúne tudo isso: especialização de alto nível, experiência focada em mama e satisfação do paciente como prioridade.

Por que o câncer de mama pode surgir?

O câncer de mama acontece quando algumas células da mama começam a se multiplicar de forma descontrolada. Com o tempo, essas células podem formar um tumor e, em alguns casos, podem se espalhar para outras regiões do corpo.

Essa explicação é direta, mas existe um detalhe importante: câncer de mama não é uma doença única. Existem subtipos, com comportamentos diferentes, e por isso o tratamento é sempre individualizado.

 

Câncer de mama é comum?

Sim.

O câncer de mama é um dos cânceres mais frequentes em mulheres.

Mas a notícia mais importante é: quando ele é descoberto cedo, as chances de cura são muito altas.

 

O que sinto que pode ser sinal de câncer de mama?

Uma das maiores angústias de quem pesquisa no Google é: “Como eu sei se é câncer?”.

A resposta mais honesta é que nem sempre existe um sintoma claro.

Por isso o rastreamento é tão importante.

 

Sinais que merecem avaliação com mastologista:

  • Nódulo endurecido e, muitas vezes, fixo (nem sempre dói).
  • Alterações na pele, como retrações, espessamento ou aspecto de casca de laranja.
  • Vermelhidão persistente em parte da mama.
  • Alteração do mamilo (inversão recente, ferida que não cicatriza).
  • Saída espontânea de secreção pelo mamilo, principalmente se for sanguinolenta.
  • Presença de íngua na axila ou acima da clavícula.
  • Assimetria nova e progressiva entre as mamas.

Sinais de alerta para câncer de mama
Sinais de alerta para risco de câncer de mama

 

 

Câncer de mama dói? Dor na mama pode ser grave?

Na maioria das vezes, não.

E esse é um dos motivos pelos quais ele pode passar despercebido.

Quando existe dor, ela pode estar relacionada a várias causas benignas (como alterações hormonais), mas toda dor persistente deve ser avaliada.

 

Nódulo na mama é sempre câncer?

Não. A maioria dos nódulos é benigna.

Condições como cistos, fibroadenomas e alterações fibrocísticas são muito frequentes. Mesmo assim, qualquer nódulo novo precisa ser investigado.

 

Quais são os fatores de risco para câncer de mama?

Quando falamos em risco, é importante separar dois conceitos: o que é não modificável (aquilo que não depende de você) e o que é modificável (aquilo que pode ser trabalhado).

 

Fatores de risco não modificáveis

  • Ser mulher (a grande maioria dos casos ocorre em mulheres).
  • Idade (o risco aumenta com o passar dos anos).
  • História familiar importante (mãe, irmã, filha).
  • Mutação genética (como BRCA1 e BRCA2).
  • Menarca precoce e menopausa tardia.

 

Fatores de risco modificáveis

  • Excesso de peso, principalmente após a menopausa.
  • Sedentarismo.
  • Consumo de álcool.
  • Uso de hormônios sem acompanhamento médico.
  • Privação crônica de sono e estresse persistente.

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

Quando uma paciente chega ao consultório com uma alteração na mama, nós seguimos um caminho organizado.

Esse passo a passo existe para reduzir erros, acelerar a confirmação diagnóstica e, principalmente, trazer segurança.

 

1) Consulta e exame clínico

A consulta é o primeiro e talvez o mais importante exame.

Eu sempre digo: o diagnóstico começa na conversa.

Nós avaliamos sintomas, histórico familiar, uso de hormônios, idade, e fazemos o exame físico completo das mamas e axilas.

 

2) Exames de imagem: mamografia, ultrassom e ressonância

Mamografia: exame padrão para rastreamento e investigação, especialmente após os 40 anos.

Ultrassonografia: muito útil para diferenciar cistos de nódulos sólidos e avaliar mamas densas.

Ressonância magnética: indicada em situações específicas (alto risco, dúvida diagnóstica, planejamento cirúrgico).

 

exame de mamografia para rastreamento de câncer de mama
Mamografia e rastreamento do câncer de mama

O que é BI-RADS?

BI-RADS é uma classificação padronizada que aparece nos laudos e indica o nível de suspeita de um achado. Ela vai de 0 a 6.

BI-RADS 6: câncer confirmado por biópsia.

BI-RADS 0: exame inconclusivo, precisa complementar.

BI-RADS 1: normal.

BI-RADS 2: achado benigno.*BI-RADS 3: provavelmente benigno (acompanhar).

BI-RADS 4: suspeito (indica biópsia).

BI-RADS 5: altamente suspeito (biópsia é urgente).

 

3) Biópsia: por que ela é necessária?

A biópsia é o exame que confirma o diagnóstico. E é importante dizer: pedir biópsia não significa que “já é câncer”. Significa que nós estamos sendo cuidadosos.

PAAF: usada principalmente para cistos e avaliação de linfonodos.

Core biopsy: retira pequenos fragmentos com anestesia local.

Mamotomia: biópsia assistida a vácuo, retira maior volume de tecido.

 

imagem lembrando da importância da biópsia para diagnóstico do câncer de mama

Tipos de câncer de mama: o que isso muda?

Depois da biópsia, o exame laboratorial de imunohistoquímica informa características que mudam totalmente a estratégia do tratamento.

Isso é o que chamamos de subtipo molecular.

 

Receptores hormonais (ER/PR)

Quando o tumor é receptor hormonal positivo, significa que ele usa estrogênio e/ou progesterona para crescer.

Nesses casos, a hormonioterapia (medicações para diminuírem a ação hormonal no corpo) costuma ser parte do tratamento.

HER2

Quando o tumor é HER2 positivo, existe uma proteína em excesso na superfície das células.

Hoje, com terapias-alvo, esse subtipo tem tratamentos muito eficazes.

Triplo negativo

O câncer de mama triplo negativo não expressa receptores hormonais, de estrogênio e progesterona, nem HER2.

Ele costuma ter comportamento mais agressivo, mas também pode responder muito bem a quimioterapia e imunoterapia, dependendo do caso.

Tratamento do câncer de mama: o que esperar?

Uma das maiores dores de quem recebe o diagnóstico é imaginar que o tratamento será uma estrada única e rígida.

Na prática, o plano é individualizado e feito por uma equipe multidisciplinar.

Cirurgia

A cirurgia pode ser conservadora (retirando apenas o tumor) ou pode ser uma mastectomia. Hoje, muitas pacientes podem fazer reconstrução imediata, quando indicado.

Quadrantectomia: retirada do tumor com margem de segurança.

Mastectomia: retirada da mama, com ou sem preservação de pele/mamilo.

Biópsia do linfonodo sentinela: avalia se houve comprometimento da axila retirando apena 1 ou poucos linfonodos da cadeia.

Esvaziamento axilar: quando é necessária a retirada de um grande número de linfonodos axilares por estarem confirmadamente comprometidos pelo câncer.

Cirurgia de câncer de mama realizada pela dra Lilian Guimarães
Dra Lilian Guimarães em cirurgia

Quimioterapia

A quimioterapia pode ser indicada antes ou depois da cirurgia, dependendo do subtipo e do estágio. Ela tem o objetivo de eliminar células tumorais microscópicas e reduzir risco de recidiva.

Quando realizada antes da cirurgia, recebe o nome de quimioterapia neoadjuvante e, muitas vezes, pode fazer com que o tumor reduza de volume consideravelmente e viabilize a troca de estratégia cirúrgica de mastectomia para quadrantectomia.

Pacientes recebendo quimioterapia para tratamento do câncer de mama
Pacientes recebendo quimioterapia para tratamento do câncer de mama

Radioterapia

A radioterapia é frequentemente indicada após cirurgias conservadoras e, em alguns casos, após mastectomia. Ela reduz o risco de retorno local da doença.

Hormonioterapia

A hormonioterapia é indicada quando o tumor é receptor hormonal positivo.

Ela não é quimioterapia leve.

É um tratamento específico e extremamente importante, na maioria das vezes através de comprimidos que trarão poucos efeitos colaterais.

Terapias-alvo e imunoterapia

Em tumores HER2 positivos, existem medicamentos direcionados. Em alguns casos de triplo negativo, a imunoterapia pode ser considerada.

O que significa estadiamento?

O estadiamento é uma forma de organizar o câncer de mama de acordo com o tamanho do tumor, presença de linfonodos comprometidos e sinais de metástase (doença maligna que se originou em um local, mas se espalhou para outro).

Ele ajuda a guiar o tratamento, evidencia quão avançada está a doença e estima o curso mais provável do câncer.

Câncer de mama tem cura?

Sim, em muitos casos.

Principalmente quando diagnosticado cedo.

Mas eu prefiro uma frase mais realista e mais humana: o câncer de mama pode ser tratado com excelentes resultados, e hoje nós temos recursos muito avançados.

Como reduzir o risco de câncer de mama: os 6 pilares da Medicina do Estilo de Vida

Nem tudo é prevenível, e isso precisa ser dito com honestidade. Mas o estilo de vida tem impacto real no risco, no prognóstico e na qualidade de vida.

1) Alimentação anti-inflamatória e rica em fibras

  • Priorizar vegetais e leguminosas diariamente.
  • Reduzir ultraprocessados e açúcar.
  • Manter boa ingestão de água.
  • Evitar excesso de álcool.

2) Atividade física regular

  • Meta: 150 minutos/semana de exercício moderado.
  • Incluir treino de força 2 a 3 vezes por semana.
  • Evitar longos períodos sentada.

3) Sono reparador

  • Buscar 7 a 9 horas de sono.
  • Reduzir telas antes de dormir.
  • Evitar cafeína no final do dia.

4) Manejo do estresse

  • Respiração consciente 2 a 3 vezes ao dia.
  • Caminhada ao ar livre.
  • Terapia e rede de apoio quando possível.

5) Conexões sociais

  • Manter vínculos afetivos reais.
  • Evitar isolamento prolongado.
  • Participar de grupos, família, espiritualidade (se fizer sentido).

6) Controle de substâncias tóxicas

  • Quando o assunto é álcool e risco de câncer, não há dose considerada segura.

Mitos comuns sobre câncer de mama (e o que é verdade)

  1. Se não dói, não é grave.” — Falso. Muitos tumores não doem.
  2. Se eu fizer autoexame, não preciso de mamografia.” — Falso. Autoexame não substitui rastreamento.
  3. Câncer de mama sempre é hereditário.” — Falso. A maioria dos casos não tem mutação conhecida.
  4. Quem tem câncer de mama sempre perde a mama.” — Falso. Muitas cirurgias são conservadoras.
  5. A mamografia causa câncer.” — Falso. A radiação é baixa e o benefício supera amplamente o risco.

O acolhimento também faz parte do tratamento do câncer de mama

Eu sei que, por trás de uma pesquisa no Google, existe alguém tentando respirar. Alguém que quer uma resposta sem ser julgada. E alguém que precisa de um plano — não de pânico.

Se você notou qualquer alteração nas mamas, ou se está atrasada com seus exames, o melhor passo é marcar uma avaliação. Quanto mais cedo, mais simples costuma ser o caminho.

consulta para rasreamento de câncer de mama

Conclusão

O câncer de mama é uma doença séria, mas hoje é também uma das áreas com maior avanço na medicina.

Com rastreamento, diagnóstico precoce e um tratamento bem conduzido, muitas mulheres atravessam essa jornada com segurança.

Você não precisa passar por isso sozinha. Informação confiável e acompanhamento especializado mudam tudo.

Dra. Lilian Guimarães – Mastologista

CRM-AM 7804

Atendimento em Manaus – AM

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