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Dra. Lilian Guimarães – Mastologista em Manaus – AM

O Outubro Rosa é a maior campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama e o câncer de colo do útero. Todos os anos, o movimento internacional ganha força com o objetivo de conscientizar a população, promover o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, e reduzir a mortalidade feminina.

A informação atualizada, fundamentada em dados científicos e no autocuidado, é a principal ferramenta para salvar vidas.

O Que É o Outubro Rosa e Como Surgiu a Campanha?

A história do Outubro Rosa remonta à década de 1990, nos Estados Unidos, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure distribuiu pela primeira vez o famoso laço rosa aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York.

Com o passar dos anos, diversos países aderiram à causa, iluminando prédios públicos, monumentos e pontos turísticos com a cor rosa para chamar a atenção da sociedade para a importância da saúde da mulher.

No Brasil, o movimento ganhou força nos anos 2000. Hoje, a campanha faz parte do calendário oficial do Ministério da Saúde e mobiliza hospitais, clínicas, empresas, organizações não governamentais (ONGs) e a sociedade civil organizada.

Por que a conscientização é urgente?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo de tumor maligno mais frequente entre as mulheres no Brasil (após o câncer de pele não melanoma).

A grande questão da oncologia moderna é que, quando diagnosticado na fase inicial, o câncer de mama apresenta chances de cura que chegam a 95%. Por isso, falar sobre prevenção, exames preventivos de imagem e diagnóstico precoce não é apenas um ato de conscientização, mas uma estratégia de saúde pública.

Qual médico está diretamente empenhado nas Campanhas de Outubro Rosa e é apto a cuidar da prevenção do câncer de mama?

O médico especialista em diagnosticar e tratar sintomas nas mamas é o mastologista.

Dra Lilian Guimarães, médica mastologista empenhada na Prevenção do Cãncer de Mama
Dra Lilian Guimarães, médica mastologista



Eu sou a Dra. Lilian Guimarães, médica mastologista. Sou formada em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Realizei minhas residências em Ginecologia e Obstetrícia e em Mastologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um dos maiores centros de referência em saúde da mulher da América Latina. Sou mestre em Ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Tenho mais de 15 anos de atuação em mastologia clínica e cirúrgica, tratando doenças benignas e malignas. Acredito em um cuidado que vai além dos exames, que exerça escuta atenta e tempo dedicado. Minha consulta é um espaço de acolhimento, onde cada mulher é ouvida com calma e cuidada de forma completa — corpo, mente e história.

Minhas consultas presenciais são realizadas na cidade de Manaus-AM.

O consultório da Dra Lilian Guimarães é o local apropriado para acolhimento e recepção de pacientes que desejam e merecem atendimento de alto padrão.

Consultório Singular

 

Câncer de Mama: Causas, Fatores de Risco e Prevenção

O câncer de mama resulta da proliferação desordenada de células anormais da mama, que formam um tumor com potencial de invadir outros órgãos (metástase).

Fatores de Risco

O desenvolvimento do câncer de mama é multifatorial. Conhecer os fatores de risco ajuda a adotar hábitos mais saudáveis e a identificar quando é necessário um acompanhamento médico mais rigoroso.

1. Fatores Comportamentais e Ambientais

  • Sedentarismo: A falta de atividade física regular aumenta os níveis circulantes de estrogênio.
  • Obesidade e sobrepeso: Principalmente após a menopausa, o tecido adiposo torna-se a principal fonte de produção de estrogênio.
  • Consumo de bebida alcoólica: Mesmo o consumo moderado de álcool está associado ao aumento do risco.
  • Alimentação ultraprocessada: Dietas ricas em gorduras saturadas, açúcares e produtos industrializados impactam a saúde hormonal e sistêmica.
  • Exposição à radiação ionizante: Tratamentos radioterápicos prévios no tórax antes dos 30 anos.

2. Fatores Hormoniais e Reprodutivos

  • Primeira menstruação precocemente: Menarca antes dos 12 anos.
  • Menopausa tardia: Após os 55 anos.
  • Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos (nuliparidade).
  • Uso prolongado de Terapia de Reposição Hormonal (TRH): Especialmente quando combinada de estrogênio e progesterona por mais de 5 anos.
  • Uso de anticoncepcionais orais: Discreto aumento de risco durante o uso, que reduz gradativamente após a interrupção.

3. Fatores Genéticos e Hereditários

Embora os casos hereditários correspondam a cerca de 5% a 10% do total de casos de câncer de mama, a presença de mutações genéticas específicas exige atenção redobrada:

  • Histórico familiar de câncer de mama em homens.
  • Histórico de câncer de mama em mulheres da família antes dos 50 anos.
  • Casos de câncer de ovário na família.
  • Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.

Como Prevenir o Câncer de Mama?

A prevenção do câncer de mama divide-se em duas abordagens fundamentais: prevenção primária (mudança de estilo de vida) e prevenção secundária (diagnóstico precoce).

Prevenção Primária: Mudança do Estilo de Vida

Estima-se que cerca de 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados com a adoção de hábitos de vida saudáveis:

  1. Praticar atividades físicas regularmente: Pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana (caminhada, corrida, natação, musculação).
  2. Manter o peso corporal adequado: O controle do Índice de Massa Corporal (IMC) reduz a produção de hormônios pró-inflamatórios.
  3. Adotar uma alimentação equilibrada: Dar preferência a alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais, sementes e oleaginosas.
  4. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas: Não há nível seguro de consumo em relação ao risco de câncer.
  5. Amamentar: A amamentação reduz a exposição da mulher a ciclos hormonais consecutivos e promove a maturação do tecido mamário.

Pilares da Medicina do estilo de vida

Prevenção Secundária: Exames de Imagem e Rastreamento: Quando e Como Fazer

O rastreamento mamográfico é o método padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para detectar lesões subclínicas — ou seja, alterações e microcalcificações suspeitas antes mesmo que se tornem palpáveis.

1. Mamografia

A mamografia de rastreamento é uma radiografia de baixa dosagem de radiação das mamas. É o único exame de imagem demonstrado em estudos populacionais como capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama.

  • Recomendação das Sociedades Médicas (SBM, CBR e FEBRASGO): Mulheres assintomáticas devem iniciar a mamografia anualmente a partir dos 40 anos.
  • Mulheres de alto risco: Aquelas com histórico familiar direto ou mutação genética comprovada devem iniciar o rastreamento mais cedo (geralmente aos 30 anos ou 10 anos antes do caso mais precoce na família), associando ressonância magnética.

2. Ultrassonografia das Mamas

Exame complementar à mamografia, especialmente indicado para mulheres com mamas densas (com maior proporção de tecido glandular em relação ao tecido gorduroso). É útil para diferenciar nódulos sólidos de cistos líquidos.

3. Ressonância Magnética das Mamas

Indicada principalmente para rastreamento em mulheres de alto risco genético, avaliação de próteses mamárias de silicone com suspeita de ruptura, planejamento cirúrgico e monitoramento da resposta à quimioterapia neoadjuvante.

4. Biópsia Mamária

Caso os exames de imagem indiquem uma lesão suspeita (classificada na escala BI-RADS como 4 ou 5), é realizada uma biópsia (retirada de uma pequena amostra de tecido por agulha fina, agulha grossa/core biopsy ou mamotomia) para análise anatomopatológica.

Sinais de alerta: procure avaliação se a dor vier junto com

  • nódulo palpável
  • secreção no mamilo (principalmente se for sanguinolenta ou unilateral)
  • vermelhidão persistente ou calor local
  • endurecimento progressivo
  • retração da pele ou do mamilo
  • feridas ou descamação no mamilo
  • aumento de linfonodos na axila
  • dor localizada em um ponto específico que não melhora
  • dor persistente por mais de 4 a 6 semanas

 

Tratamentos Modernos do Câncer de Mama

A oncologia evoluiu substancialmente nas últimas décadas. Hoje, o tratamento do câncer de mama é personalizado, dependendo do tipo histológico, do estadiamento (tamanho do tumor e presença de metástase) e do perfil imunohistoquímico do tumor.

Os principais subtipos tumorais baseiam-se na presença de receptores hormonais e da proteína HER2:

  • Luminal A e B: Receptores hormonais positivos (estrogênio/progesterona).
  • HER2 Positivo: Super-expressão da proteína HER2.
  • Triplo-Negativo: Sem receptores hormonais e sem super-expressão de HER2 (geralmente mais agressivo, exigindo abordagens combinadas).

Modalidades Terapêuticas

  1. Cirurgia:
    • Conservadora (Quadrantectomia): Retirada apenas do tumor com margem de segurança.
    • Mastectomia: Retirada total da mama, podendo ser acompanhada de reconstrução mamária imediata ou tardia.
    • Pesquisa do Linfonodo Sentinela: Avaliação dos gânglios da axila para evitar a retirada desnecessária de todos os linfonodos.
  2. Quimioterapia: Uso de medicamentos sistêmicos para destruir células cancerígenas. Pode ser administrada antes da cirurgia (neoadjuvante) ou após a cirurgia (adjuvante).
  3. Radioterapia: Aplicação localizada de radiação para destruir células residuais após cirurgias conservadoras ou mastectomias de alto risco.
  4. Hormonioterapia: Indicada para tumores com receptores hormonais positivos. Bloqueia a ação dos hormônios que estimulam o crescimento das células tumorais (ex: Tamoxifeno, Anastrozol, Letrozol).
  5. Terapia Alvo Dirigida: Uso de anticorpos monoclonais (como Trastuzumabe) que atacam especificamente moléculas presentes nas células cancerígenas (como a proteína HER2).
  6. Imunoterapia: Medicamentos que estimulam o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater as células do tumor.
dra Lilian cirurgiã de mama
Dra Lilian é mastologista e atua em cirurgias mamárias

Direitos da Paciente Oncológica no Brasil

 A legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres diagnosticadas com câncer de mama e de colo do útero, assegurando suporte financeiro, laboral e médico durante o tratamento.

Principais Direitos Garantidos por Lei

  • Lei do Minuto Final / Lei dos 60 Dias (Lei nº 12.732/2012): Garante ao paciente com neoplasia maligna o direito de iniciar o primeiro tratamento pelo SUS no prazo máximo de até 60 dias após o diagnóstico firmado em laudo patológico.
  • Lei do Diagnóstico em 30 Dias (Lei nº 13.896/2019): Estabelece que exames laboratoriais e de imagem para elucidação de diagnóstico devem ser realizados no SUS em até 30 dias nos casos suspeitos de câncer.
  • Reconstrução Mamária Gratuita (Lei nº 12.802/2013): Assegura o direito à reconstrução plástica da mama pelo SUS ou pelo plano de saúde, preferencialmente no mesmo ato cirúrgico da mastectomia, quando houver condições técnicas.
  • Saque do FGTS e PIS/PASEP: A paciente com diagnóstico de câncer ou que possua dependentes com a doença pode sacar integralmente o FGTS e as cotas do PIS/PASEP.
  • Auxílio por Incapacidade Temporária (Antigo Auxílio-Doença) e Aposentadoria por Incapacidade Permanente: Benefícios do INSS concedidos caso a paciente fique temporariamente ou definitivamente impossibilitada de trabalhar por conta do tratamento. O diagnóstico de câncer isenta o segurado do cumprimento do prazo de carência do INSS.
  • Isenção do Imposto de Renda: Isenção sobre os rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão recebidos por portadores de neoplasia maligna.
  • Quitação do Financiamento Imobiliário: Caso haja cláusula de seguro habitacional por invalidez permanente na apólice do contrato da casa própria.

Mitos e Verdades Sobre o Câncer de Mama

A desinformação pode atrasar diagnósticos e prejudicar tratamentos. Esclareça as dúvidas mais comuns com base em evidências científicas:

1. Quem não tem histórico familiar não precisa se preocupar?

MITO. Cerca de 85% a 90% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres sem qualquer histórico familiar da doença (casos esporádicos relacionados ao envelhecimento, estilo de vida e fatores ambientais).

2. O uso de desodorante antiperspirante causa câncer de mama?

MITO. Não existem evidências científicas ou estudos clínicos consolidados que comprovem qualquer relação entre o uso de desodorantes, antitranspirantes ou sais de alumínio e o surgimento de tumores mamários.

3. Usar sutiã com aro ou dormir de sutiã aumenta o risco de tumor?

MITO. A sustentação física das mamas e a presença de aros de metal não interferem no sistema linfático nem provocam mutações celulares.

4. Pancadas na mama podem se transformar em câncer?

MITO. Um trauma físico ou pancada na mama não causa câncer. No entanto, a pancada pode chamar a atenção da mulher para a região, levando-a a apalpar a mama e descobrir um nódulo preexistente, ou formar um hematoma (necrose gordurosa) que necessita de avaliação.

5. Homens também podem ter câncer de mama?

VERDADE. Embora raro, o câncer de mama masculino representa cerca de 1% do total de casos. Como os homens não realizam mamografia de rotina, o diagnóstico costuma ocorrer em estágios mais avançados. Homens que notarem caroço atrás do mamilo ou retração mamária devem procurar atendimento médico.

6. Amamentar protege a mãe contra o câncer de mama?

VERDADE. Durante o período de aleitamento materno, as taxas de certos hormônios que estimulam o tecido mamário diminuem, e as células da mama passam por um processo de diferenciação que reduz o risco de mutações.

O Outubro Rosa serve como um lembrete anual para reordenar prioridades e colocar a saúde feminina no centro das atenções. No entanto, o cuidado com o corpo, as consultas ginecológicas de rotina e o estilo de vida saudável devem ser mantidos durante os 365 dias do ano.

Cuide de você e incentive as mulheres da sua convivência — mães, filhas, irmãs, amigas e colegas de trabalho — a realizarem seus exames preventivos regularmente. O diagnóstico precoce salva vidas!

Cuidar da sua mama é também cuidar da sua tranquilidade, da sua saúde e da sua história.

Dra. Lilian Guimarães

Especialista em Mastologia Benigna e Oncológica

CRM-AM 7804, RQE 3185

 

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